Diante do aumento dos casos de violência de gênero, especialmente em Palmas, o Governo do Tocantins reuniu, na manhã desta quarta-feira (7), representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para definir ações emergenciais de enfrentamento à violência contra a mulher e de prevenção ao feminicídio. A reunião, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher), teve caráter estratégico e resultou na definição de medidas imediatas e de um plano de atuação integrado.
O encontro partiu do entendimento de que a gravidade do cenário exige respostas rápidas, coordenadas e contínuas. A proposta central é fortalecer a rede de proteção às mulheres, garantindo maior integração entre segurança pública, sistema de justiça, saúde, assistência social e entidades da sociedade civil.
Segundo a secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, a iniciativa busca organizar a resposta institucional frente ao avanço da violência. “Estamos priorizando a proteção das mulheres em situação de risco e a atuação conjunta dos órgãos. As medidas definidas hoje começam a ser executadas imediatamente e serão acompanhadas de forma permanente”, destacou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, reforçou que o combate à violência de gênero depende de ações estruturadas e permanentes. Ele citou experiências bem-sucedidas no estado, como em Araguaína, onde a integração entre os órgãos contribuiu para que o município passasse mais de dois anos sem registro de feminicídios. “Esse modelo pode e deve ser ampliado para todo o Tocantins”, afirmou.
Entre os encaminhamentos definidos estão a intensificação das ações emergenciais da rede de proteção, a priorização de casos considerados de alto risco e a ampliação do atendimento às mulheres, com serviços de orientação sobre direitos, apoio psicossocial e capacitações voltadas à autodefesa. Também foi pactuada maior articulação entre as forças de segurança e os órgãos responsáveis pelo acolhimento das vítimas.
Como medida imediata, ficou estabelecido um cronograma emergencial de ações nos bairros de Palmas ao longo dos próximos 30 dias. Após esse período, uma nova reunião será realizada para avaliar os resultados e traçar estratégias específicas para os municípios do interior, respeitando as particularidades de cada região.
Outro ponto central da reunião foi a criação de mecanismos de monitoramento contínuo, com definição clara das responsabilidades de cada instituição e a implementação de canais permanentes de comunicação. A proposta inclui o fortalecimento da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, permitindo o acompanhamento sistemático das ações e a avaliação dos resultados obtidos.
Participaram da reunião representantes de órgãos estaduais e municipais, do sistema de justiça, da segurança pública, da saúde, da assistência social, de conselhos, universidades, associações comunitárias e entidades da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos das mulheres, reforçando o caráter interinstitucional da mobilização.













