O Tocantins registrou um crescimento de 53,85% no número de feminicídios em 2025, na comparação com o ano anterior. De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), foram contabilizados 13 casos em 2024 e 20 ocorrências em 2025. Ao todo, 33 mulheres foram assassinadas no período analisado.
O aumento expressivo reforça o alerta sobre a escalada da violência letal contra mulheres no estado e evidencia a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção e proteção.
A casa como cenário mais perigoso
Os números mostram que a residência da vítima continua sendo o principal local dos crimes. Em 2024, oito feminicídios ocorreram dentro de casa. Já em 2025, o total subiu para nove.
O dado reforça o padrão observado nacionalmente, em que a maioria dos feminicídios está associada à violência doméstica e familiar. O espaço que deveria representar segurança e acolhimento se transforma, em muitos casos, no ambiente mais vulnerável para as vítimas.
Outro aspecto que chama atenção é o horário das ocorrências. Segundo a SSP, 57,58% dos assassinatos — o equivalente a 19 casos — aconteceram no período noturno.
Perfil das vítimas
A maior parte das mulheres assassinadas tinha entre 18 e 59 anos, faixa etária que concentra 28 das 33 vítimas. Três mulheres tinham mais de 60 anos e duas estavam entre 12 e 17 anos.
Em relação ao estado civil, os dados apontam:
* 11 vítimas eram solteiras
* 10 viviam em união estável
* 2 eram casadas
* 1 era separada
* 1 era viúva
* 8 registros não informam a condição civil
As estatísticas demonstram que a violência atinge mulheres em diferentes fases da vida e contextos familiares, sem se restringir a um único perfil social ou conjugal.
Municípios com maior número de casos
Entre as cidades com mais registros no período analisado está Gurupi, no sul do estado, com sete casos.
Na sequência aparecem:
* Palmas, com três registros
* Tocantinópolis, com três
* Araguacema, com dois
* Figueirópolis, com dois
Com um caso cada, aparecem os municípios de Alvorada, Ananás, Araguatins, Arraias, Babaçulândia, Buriti do Tocantins, Campos Lindos, Colméia, Esperantina, Formoso do Araguaia, Goiatins, Ipueiras, Novo Jardim, Paranã, Peixe e Praia Norte.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da denúncia precoce, do fortalecimento das redes de apoio e da atuação integrada entre segurança pública, assistência social e sistema de Justiça para conter o avanço da violência contra mulheres no estado.












