A Polícia Civil do Tocantins iniciou nesta terça-feira, 4, a Operação Asfixia, com o objetivo de reprimir e desarticular uma célula de organização criminosa armada, especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. A ação, que já está em curso em diversos municípios do Tocantins e em pontos estratégicos de São Paulo, visa atingir o núcleo financeiro do grupo, responsável por movimentar cifras milionárias.
Prisões e Apreensões
No âmbito da operação, um total de 15 pessoas – nove mulheres e seis homens – foram presas na manhã desta terça-feira, 4. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, máquinas de cartões, cartões bancários, cadernos com anotações relacionadas ao tráfico e mais de R$ 16 mil em dinheiro. “Prendemos indivíduos que utilizavam suas contas bancárias para movimentar o dinheiro oriundo do tráfico, o que nos permitiu interromper o núcleo financeiro dessa organização criminosa”, destacou o delegado Alexander Costa, da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc – Palmas).
Mandados e Bloqueios em Ação
A operação conta com a execução de 17 mandados de prisão, 18 mandados de busca e apreensão e 20 ordens de bloqueio de contas bancárias. No Tocantins, as diligências acontecem em cidades como Palmas, Araguaína, Paraíso e Porto Nacional. Já em São Paulo, os mandados foram deflagrados na capital paulista, em Praia Grande e Barueri. Esse amplo alcance evidencia a estrutura articulada do grupo criminoso, que atua de forma organizada em várias regiões do país.
Investigações e Coordenação
Sob a responsabilidade dos delegados Alexander Pereira Costa e Thyago Busttorf, da Denarc – Palmas, as investigações que embasaram a Operação Asfixia apontam para uma movimentação financeira de cerca de R$ 20 milhões nos últimos dois anos. “Ao bloquear as contas dos principais laranjas, vamos interromper o fluxo financeiro que possibilita a lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas, atuando contra uma célula vinculada a uma facção paulista com presença em diversos estados”, afirmou o delegado Alexander Costa.
Atuação do Grupo Criminoso
As investigações revelaram que o grupo atua não só no Tocantins, mas também em estados como Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, mantendo seus líderes sediados em São Paulo. Além do tráfico de drogas, a organização também está envolvida no contrabando de armas, o que tem agravado a violência e alimentado disputas entre facções. Em Palmas, por exemplo, foram apreendidas pistolas de origem turca, utilizadas em confrontos que resultaram em vários homicídios no primeiro semestre de 2023.
Cooperação entre Órgãos de Segurança
Para reforçar a ação, a operação conta com o apoio de diversas unidades especializadas. Além das equipes da Denarc – Palmas, participaram da ação a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), a Denarc – Araguaína, as Divisões Especializadas de Combate ao Crime Organizado (DEIC’s) de Palmas, Paraíso e Porto Nacional, e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Palmas). A cooperação também envolveu a Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter – Palmas), o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) e unidades da Polícia Civil de São Paulo, como a DISE, DENARC/PCSP, DEINTER 6/PCSP e GOE/PCSP.
Um Esforço Conjunto Contra o Crime Organizado
A Operação Asfixia representa um esforço conjunto e articulado entre diversas unidades de segurança para combater o crime organizado de forma qualificada. As autoridades afirmam que a continuidade das investigações e a efetiva execução dos mandados serão essenciais para desmantelar as estruturas criminosas que operam em rede, prejudicando a segurança pública e fomentando a violência em várias regiões. Com a desarticulação dessa célula, espera-se não apenas reduzir a capacidade financeira do grupo, mas também enfraquecer sua influência e prevenir futuras ações criminosas que possam colocar em risco a integridade das comunidades e a ordem pública.












