A corrida pelo Palácio Araguaia ganhou contornos de tensão e reconfiguração política nesta semana. O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres (Republicanos), comunicou ao governador Wanderlei Barbosa que não aceita compor como vice em uma eventual chapa encabeçada pela senadora Dorinha Seabra (União Brasil), nem disputar o Senado nesse arranjo.
A informação foi divulgada pela Coluna Em Off, do jornalista Cleber Toledo, e rapidamente repercutiu nos bastidores políticos do estado. Segundo a publicação, Amélio foi além: afirmou que será candidato ao Governo do Tocantins e estabeleceu prazo até sexta-feira (6) para assumir o comando estadual do Republicanos. Caso contrário, poderá deixar a sigla — com o MDB sendo apontado como possível destino.
Ainda conforme a coluna, Wanderlei Barbosa informou que viajará a São Paulo para conversar com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, mas teria sinalizado que já mantém compromisso político com Dorinha.
Reunião com deputados e gesto público à imprensa
Na mesma noite, Amélio voltou a se reunir com deputados aliados e reafirmou sua decisão de disputar o comando do Executivo estadual. O gesto reforçou que o movimento não se trata de uma sinalização isolada, mas de uma estratégia consolidada dentro de seu grupo político.
Também nesta semana, o presidente da Assembleia promoveu um almoço com cerca de 60 jornalistas, em Palmas, ocasião em que anunciou oficialmente seu projeto político e declarou que é pré-candidato a governador do Tocantins. Durante o encontro, defendeu que seu nome esteja “em pé de igualdade” com os demais postulantes e destacou que o debate interno precisa ser transparente e democrático.
Nas redes sociais, Amélio tem intensificado publicações reforçando sua pré-candidatura e defendendo protagonismo no processo sucessório, sinalizando que não abrirá mão da disputa.
Base governista sob pressão
O movimento escancara a disputa interna pelo protagonismo dentro da base aliada e pode redesenhar o cenário político tocantinense nos próximos meses. A definição sobre o comando partidário e os próximos passos da articulação serão determinantes para o futuro da aliança governista.
Com prazo estabelecido e posições firmadas, os próximos dias prometem ser decisivos para a sucessão estadual.













