O contrato de táxi aéreo mantido pelo governo do Estado do Tocantins, com custo anual de R$ 20 milhões, foi oficialmente encerrado. A rescisão consensual foi publicada na edição desta quarta-feira, 17, do Diário Oficial do Estado.
A medida já havia sido anunciada pelo governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), no último dia 8, como uma das primeiras ações de sua gestão. Em entrevista à imprensa, Moreira criticou o uso da estrutura pública para viagens sem retorno efetivo à população tocantinense.
“Entendo que para um Estado igual ao nosso isso não é prioridade. Nós não admitimos este tipo de coisa: usar o cargo para fazer viagem que não traga nenhum resultado para o Estado. Entendo que o governador deve viajar quando tiver uma viagem produtiva, que possa trazer recursos, benefícios para o Estado, mas não sair com seus amigos para fazer viagens internacionais”, afirmou.
A declaração foi interpretada como uma crítica direta ao governador titular afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), que realizou nove viagens internacionais durante o mandato, sendo duas somente em 2025, para a Suíça e Israel.
A suspensão do contrato representa um movimento simbólico e político da nova gestão, que promete revisar gastos e priorizar ações com impacto direto na vida dos tocantinenses.
O encerramento do contrato de táxi aéreo é visto também como uma tentativa de marcar um novo estilo de governar, mais austero e voltado à eficiência dos recursos públicos.













