A nova ponte JK, que liga os estados do Tocantins e do Maranhão, já está em fase final de construção e caminha para a liberação do tráfego. Nesta segunda-feira (15), o avanço das obras pôde ser percebido com a circulação de veículos sobre a estrutura durante o asfaltamento e os testes de carga e tráfego.
De acordo com o Ministro dos transportes Renan Filho, a previsão é que a inauguração ocorra até o dia 20 de dezembro. A informação reforça os dados divulgados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que apontam 95% de execução da obra e entrega prevista para os próximos dias.
A nova ponte está sendo construída para substituir a antiga Ponte Juscelino Kubitschek, que desabou em 22 de dezembro de 2024, provocando uma das maiores tragédias da região. O acidente resultou em 14 mortes, três pessoas desaparecidas e um ferido.
Segundo o DNIT, cerca de 500 trabalhadores atuam em regime de turnos diurnos e noturnos para garantir que o cronograma seja cumprido. O investimento total da obra é de R$ 171,97 milhões, com recursos do Governo Federal.
A travessia sobre o Rio Tocantins possui 630 metros de extensão e 19 metros de largura, com um vão livre de 154 metros. A estrutura contará com duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos de três metros, barreiras de proteção do tipo New Jersey, passeios para pedestres e guarda-corpos ao longo do tabuleiro.
Atualmente, os trabalhos se concentram na execução dos acessos, na protensão dos cabos laterais do sistema de balanço sucessivo, no asfaltamento da ponte e na instalação das barreiras de proteção e guarda-corpos. Nos próximos dias, estão previstas a aplicação das juntas de dilatação, a conclusão das calçadas de acesso e a execução da laje de transição no lado tocantinense.
A fase final da obra incluirá a implantação da sinalização e do sistema de segurança viária, etapa essencial para a liberação definitiva do tráfego.
Relembre o colapso
A antiga ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No momento do colapso, três motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins. Dois dos caminhões transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros levavam cerca de 22 mil litros de defensivos agrícolas. 14 pessoas morreram e 3 continuam desaparecidas nas águas do rio Tocantins.
Em fevereiro deste ano, os restos da estrutura antiga foram implodidos. Logo em seguida, tiveram início as obras da nova ponte, que promete restabelecer uma das principais rotas de integração e escoamento de pessoas e cargas entre Tocantins e Maranhão.













