Começou nesta segunda-feira (24) a travessia gratuita de veículos por balsa entre os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão. O serviço, oferecido pela Prefeitura de Estreito em parceria com a empresa Pipes, chega mais de dois meses após a queda da ponte Juscelino Kubitschek (JK), ocorrida em 22 de dezembro de 2024, e promete aliviar os transtornos enfrentados por motoristas que precisaram buscar rotas alternativas para atravessar o Rio Tocantins.
A ponte JK era um eixo fundamental da BR-230, interligando o país de norte a sul. Desde sua queda, motoristas de veículos de passeio, ônibus e caminhões têm enfrentado longas filas para utilizar balsas pagas ou sido obrigados a percorrer desvios que aumentam consideravelmente o tempo de viagem.
A expectativa é que, até o fim desta semana, novas balsas entrem em operação para agilizar ainda mais o fluxo na travessia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o serviço de balsas gratuitas permanecerá disponível até dezembro de 2025, prazo estimado para a conclusão da nova ponte, cujo projeto já foi apresentado à população por meio de uma maquete virtual.
Operação estruturada e reforço na travessia
Com capacidade para transportar até 122 passageiros, além de carros, motos e caminhões de até 10 toneladas, a balsa representa um grande reforço na travessia gratuita entre Estreito e Aguiarnópolis. O serviço funcionará diariamente, das 8h às 18h, sem qualquer custo para os cidadãos, proporcionando mais comodidade e eficiência no transporte. O horário de funcionamento não agradou a boa parte da população, que também precisa do transporte à noite.
Tragédia sem culpados
O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek causou a morte de 14 pessoas, além de deixar três desaparecidos e inúmeros prejuízos econômicos e logísticos. A estrutura já apresentava problemas há anos, e denúncias sobre sua deterioração foram feitas repetidamente sem que medidas efetivas fossem tomadas para evitar o desastre.
Até o momento, nenhuma responsabilização foi anunciada pelas autoridades, o que tem gerado revolta entre moradores, motoristas e familiares das vítimas. Enquanto isso, a população segue dependendo das balsas para manter a conexão entre os estados e minimizar os impactos da tragédia.












