Durante a operação Carbono Oculto 86, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Civil do Piauí (PCPI) e pelo Ministério Público do Piauí (MPPI), um posto de combustível de São Miguel do Tocantins, na região do Bico do Papagaio, foi interditado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as investigações, cerca de R$ 5 bilhões em movimentações financeiras atípicas foram identificadas em empresas ligadas ao grupo criminoso. A ação ocorreu simultaneamente em 11 cidades do Piauí, quatro do Maranhão e uma do Tocantins.
Os estabelecimentos interditados estão localizados em Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira (PI); Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras (MA); e São Miguel do Tocantins (TO).
Segundo a PCPI, o grupo de empresários investigado teria ligação direta com operadores financeiros do PCC, utilizando empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.
Além das interdições, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra investigados em São Paulo, onde a investigação teve início em 2023, a partir de informações de inteligência sobre o financiamento das atividades da facção.
Com 14.116 habitantes, conforme dados do IBGE, São Miguel do Tocantins foi o único município tocantinense alvo da operação. A ação representa mais um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que investiga a infiltração do PCC em setores estratégicos da economia para branquear recursos oriundos do crime organizado.
As autoridades destacam que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas.












