O avanço da Dengue no Tocantins acendeu um sinal de alerta nas autoridades de saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam um crescimento de 242% nas primeiras semanas deste ano, com os registros saltando de 50 para 171 casos em comparação com o mesmo período de 2025.
O aumento expressivo ocorre em um cenário favorável à proliferação do Aedes aegypti, impulsionado pelas chuvas e pelas altas temperaturas típicas da região. Esse ambiente cria condições ideais para o mosquito se reproduzir, elevando o risco de transmissão da doença.
Segundo o infectologista Dr. Jandrei Markus, um dos principais sinais da dengue é a febre alta de início súbito. “A febre geralmente começa de forma repentina, podendo ultrapassar 39°C, acompanhada de dor de cabeça e dor atrás dos olhos. As dores musculares e articulares intensas também são características marcantes”, explica.
Apesar de muitas vezes começar com sintomas considerados leves, a doença pode evoluir rapidamente. O especialista alerta que sinais como sangramentos, manchas roxas, dor abdominal intensa e vômitos persistentes indicam agravamento do quadro. Em situações mais críticas, podem surgir dificuldade para respirar e alterações de consciência, exigindo atendimento médico imediato.
A dengue é uma arbovirose transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectado. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros, evitando qualquer acúmulo de água parada em residências e espaços públicos.
Além das medidas tradicionais, a vacinação tem sido considerada uma estratégia complementar, conforme orientação das autoridades de saúde, especialmente para públicos elegíveis.
Os sintomas da doença costumam surgir entre quatro e dez dias após a infecção. Nos casos mais comuns, incluem febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e dores no corpo e nas articulações. Náuseas, vômitos e pequenos sangramentos também podem ocorrer.
Diante do avanço dos casos, especialistas reforçam que a conscientização da população e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para conter a doença e evitar complicações, principalmente neste período mais crítico do ano.













