Um procedimento inovador realizado no Tocantins trouxe novos horizontes para pacientes com lesões medulares. Uma jovem de 21 anos tornou-se a primeira pessoa no estado a receber um tratamento com polilaminina, substância que pode auxiliar na recuperação de movimentos e na melhoria da qualidade de vida.
Sindy Mirela Santos Silva ficou paraplégica após um grave acidente de carro ocorrido em janeiro deste ano. Desde então, a rotina da jovem e de sua família passou a ser marcada por desafios e incertezas. Agora, o cenário começa a mudar com a realização do procedimento experimental, feito nesta quinta-feira (2), no Hospital Geral de Palmas (HGP).
A aplicação da substância foi realizada diretamente na região da lesão, com o auxílio de tecnologias de imagem para garantir precisão. O método, considerado pouco invasivo, foi feito com sedação leve e sem necessidade de cirurgia aberta.
Emocionada, Sindy descreveu o momento como um divisor de águas em sua trajetória. Para ela, a oportunidade representa não apenas uma chance pessoal de evolução, mas também um avanço que pode beneficiar outras pessoas na mesma condição.
“Foi como se eu estivesse me afogando e surgisse uma oportunidade de resgate. Tenho muita esperança e gratidão. Acredito que isso pode abrir portas para muita gente”, afirmou.
A polilaminina é uma versão sintética da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo e fundamental para a organização do sistema nervoso. Desenvolvida ao longo de décadas de pesquisa, a substância atua na proteção de células ainda saudáveis e na tentativa de regenerar conexões neurais afetadas pela lesão.
Especialistas envolvidos no procedimento destacam que, embora não se fale em cura, os resultados esperados incluem avanços na mobilidade, no controle corporal e na autonomia do paciente.
O caso de Sindy representa um marco para a medicina no estado e reforça o potencial da ciência em transformar histórias marcadas pela adversidade em trajetórias de esperança.













