O setor agropecuário do Bico do Papagaio já se organiza para um 2026 de forte movimentação econômica. O calendário regional de exposições foi definido e reforça o protagonismo da região dentro do cenário rural do Tocantins, que no último ano superou R$ 800 milhões em negócios realizados durante feiras agropecuárias e registrou público próximo de um milhão de visitantes.
No extremo norte do estado, as exposições rurais deixaram de ser apenas eventos festivos para se tornarem ambientes estratégicos de negócios, acesso a crédito e difusão de tecnologia. Produtores, empresas de insumos, instituições financeiras e investidores utilizam esses encontros para fechar parcerias e planejar o próximo ciclo produtivo.
Primeira grande feira será em maio
A programação regional começa em Araguatins com a 24ª Expoatins, marcada para ocorrer de 1º a 9 de maio. Tradicional no calendário do norte tocantinense, a feira costuma reunir pecuaristas, agricultores, representantes de bancos e fornecedores de máquinas e implementos agrícolas.
Sequência passa por cinco municípios
Em junho, entre os dias 18 e 21, será realizada a Expotoc, em Tocantinópolis. Já em agosto, de 6 a 8, a 8ª Expoan movimenta Ananás.
No mês de outubro, Augustinópolis sediará a 10ª Expoagra, com datas ainda a serem oficialmente confirmadas. Encerrando o circuito regional, a 17ª Expoxambioá será realizada de 8 a 15 de novembro, em Xambioá.
Impacto vai além do campo
As feiras agropecuárias concentram venda de animais, máquinas, implementos e insumos, mas também promovem capacitações técnicas, cursos profissionalizantes e rodadas de negócios. Pequenos e médios produtores encontram nesses eventos oportunidade de modernizar a produção e ampliar mercados.
O reflexo econômico se espalha pelo comércio, rede hoteleira, restaurantes e setor de serviços, além da geração de empregos temporários durante o período das exposições.
Com previsão de 36 feiras em todo o Tocantins em 2026, o fortalecimento do calendário no Bico do Papagaio indica planejamento estratégico e consolidação da região como eixo importante do agronegócio estadual. Para quem depende da cadeia produtiva rural, acompanhar as datas e organizar a participação pode representar vantagem competitiva no próximo ano agrícola.













