O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira, 13, durante uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação, conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de benefícios previdenciários.
Mandados de busca e apreensão, além de 10 prisões preventivas, foram cumpridos em 15 estados, incluindo o Tocantins, e no Distrito Federal. Ao todo, 63 mandados foram executados. As investigações apontam que entidades associativas fraudulentas descontaram valores de segurados sem a devida autorização, além de inserir dados falsos nos sistemas do INSS. A ação também apura crimes de corrupção, estelionato previdenciário e organização criminosa.
Alessandro Stefanutto, nomeado para o cargo em julho de 2023, foi afastado da presidência do INSS em abril deste ano, após a primeira fase da operação. A auditoria da CGU revelou que grande parte das entidades envolvidas não possuía infraestrutura operacional, apesar de prometerem serviços como descontos em academias e convênios médicos aos aposentados. Além disso, 72% das associações não entregaram a documentação exigida pelo INSS.
A defesa de Stefanutto ainda não se manifestou sobre a prisão. As investigações continuam e novos desdobramentos são esperados.













