O ônibus de turismo que caiu de uma balsa no Rio Tocantins, em Tocantinópolis, região do Bico do Papagaio, foi retirado da água na tarde desta segunda-feira (27), após uma operação complexa que mobilizou equipes técnicas, mergulhadores e maquinários pesados. O acidente, ocorrido na madrugada de domingo (26), resultou na morte do motorista Ocivaldo Ferreira da Silva, de 43 anos, que ficou preso dentro do veículo e não resistiu.
A remoção foi coordenada pela empresa responsável pelo ônibus e pela Pipes, concessionária que administra a balsa na cidade. Imagens registradas no local mostram o momento em que o veículo foi içado com cabos de aço presos ao eixo e ao chassi, sendo posteriormente rebocado até a margem. A operação contou com o apoio de um guincho de grande porte e de uma carregadeira, em uma ação que exigiu precisão e cuidados para evitar novos riscos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho de resgate se estendeu até as 20h, com isolamento total da área. O acidente aconteceu na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, que dá acesso à balsa. O ônibus transportava 48 passageiros e dois motoristas no momento da tragédia.
Além de Ocivaldo, que dormia no bagageiro e acabou preso nas ferragens, uma criança de 7 anos e um homem de 31ficaram feridos levemente. Os demais passageiros conseguiram sair do veículo com a ajuda de barqueiros e funcionários da balsa, antes que o ônibus afundasse completamente.
Prisão e liberdade do motorista sobrevivente
O segundo motorista, Gustavo Xard Veloso Sousa Brito, conseguiu escapar pelas janelas, com ferimentos leves. Por estar na direção no momento do acidente, ele foi preso em flagrante por homicídio culposo — quando não há intenção de matar.
Durante a audiência de custódia, realizada no domingo (26), o juiz decidiu conceder liberdade provisória a Gustavo, aplicando medidas cautelares como a suspensão do direito de dirigir e o comparecimento periódico em juízo.
Em nota, os advogados Patrícia Ramos e Ronaldo Jorge afirmaram que a decisão “demonstra o entendimento de que, neste momento processual, a prisão preventiva se mostrava desnecessária”, e reiteraram que o motorista está à disposição da Justiça.
Investigação continua
Com a retirada do ônibus, as autoridades darão sequência às perícias técnicas que devem esclarecer as causas do acidente. A tragédia gerou comoção em Tocantinópolis e entre os sobreviventes, muitos ainda abalados pelo susto e pela perda do colega de viagem.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca entender se houve falha humana, mecânica ou estrutural no embarque do veículo na balsa.













