Neste sábado (1º), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito o novo presidente da Câmara dos Deputados, aos 35 anos, tornando-se o mais jovem a ocupar o posto na história do Parlamento brasileiro. Com uma habilidade política notável, Motta conseguiu unir uma vasta base de apoio que vai do PT de Luiz Inácio Lula da Silva ao PL de Jair Bolsonaro, reforçando seu perfil como um político habilidoso e discreto, mas com grande poder de articulação nos bastidores.
Trajetória e Alianças Políticas
Motta chegou à Câmara em 2011, aos 21 anos, como o deputado mais jovem eleito nas eleições de 2010. Natural de Patos, na Paraíba, ele é parte de uma família tradicional na política local, que comanda a cidade desde a década de 50. Ao longo de sua trajetória, o parlamentar foi ganhando projeção, principalmente por suas alianças estratégicas. Nos primeiros anos, se aproximou de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, sendo parte do grupo conhecido como a “tropa de choque” de Cunha, que teve grande influência no Congresso até a cassação de Cunha em 2016.
Nos últimos anos, Motta se consolidou como aliado de figuras-chave, como o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foram fundamentais na articulação para sua candidatura à presidência da Casa, especialmente ao garantir apoio da oposição ao seu nome.
Perfil Discreto, Mas Influente
Apesar de seu perfil discreto, Hugo Motta tem grande influência nos bastidores da política nacional. Ele é alinhado aos setores financeiro e do agronegócio e mantém uma boa relação com a bancada evangélica, o que lhe garante apoio em diversas frentes. Sua habilidade em costurar acordos e formar coalizões políticas é uma das principais características de seu trabalho legislativo.
Biografia e Trajetória Legislativa
Em seu quarto mandato, Motta iniciou sua carreira política pelo PMDB, antes de se transferir para o PRB em 2018, que se tornou Republicanos em 2019. Ao longo de sua trajetória, ocupou posições de destaque, como líder do Republicanos em dois períodos distintos, e foi responsável por liderar blocos parlamentares, como o formado por MDB, PSD, Republicanos e Podemos, entre novembro de 2023 e abril de 2024.
Na atual legislatura, Motta tem sido suplente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), titular da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e suplente da CPI que investigou as fraudes nas Americanas. Agora, como presidente da Câmara, ele tem o desafio de liderar um Parlamento marcado por intensas disputas políticas, com a missão de manter o equilíbrio entre diferentes grupos e interesses no Congresso.













