A interdição completa da ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-230, na divisa entre Tocantins e Pará, intensificou o alerta sobre as condições da estrutura e já provoca reflexos no tráfego e na economia da região. O bloqueio foi determinado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na tarde desta sexta-feira (17), para a realização de uma inspeção técnica detalhada.
A medida interrompe uma das principais ligações rodoviárias do Norte do país e, até o momento, não há previsão oficial para liberação. O objetivo é garantir segurança durante a análise do tramo central da ponte, considerado um dos pontos mais sensíveis da estrutura.
Antes da interdição total, o local já operava sob restrições. O DNIT havia limitado a circulação de veículos pesados, proibindo a passagem de caminhões com mais de seis eixos. Atualmente, apenas veículos dentro desse limite, com até 8,5 toneladas por eixo e peso bruto total de até 53 toneladas, estavam autorizados a trafegar. A medida foi adotada como forma preventiva para evitar sobrecarga enquanto a estrutura passava por avaliação.
As inspeções estão em andamento desde o dia 14 de abril, com equipes técnicas realizando ensaios e levantamentos para verificar as condições da ponte. Entre os procedimentos, está a análise da parte interna da estrutura, conhecida como “caixão”, etapa considerada fundamental para identificar possíveis danos ou comprometimentos.
A interdição ocorre em um contexto de maior atenção às estruturas rodoviárias da região, após o desabamento da ponte JK, na BR-226, entre Tocantins e Maranhão, em dezembro de 2024. A tragédia deixou 14 mortos e três pessoas desaparecidas, reforçando a necessidade de medidas preventivas em corredores logísticos estratégicos.
Diante da situação, o deputado federal Ricardo Ayres já havia cobrado providências junto ao DNIT ao longo da semana, destacando preocupações tanto com a segurança dos usuários quanto com os impactos no transporte de cargas.
Com o bloqueio, motoristas precisam recorrer a rotas alternativas para seguir viagem entre Tocantins, Pará e Maranhão. Entre as opções indicadas pelo DNIT estão o trajeto pela BR-153, via Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA), com travessia por ponte; o percurso pela própria BR-230 até Buriti do Tocantins, com travessia por balsa; o desvio por Esperantina (TO), também com balsa; e a rota via Imperatriz (MA), totalmente pavimentada e sem necessidade de travessia fluvial.
O órgão orienta que condutores verifiquem previamente as condições das vias e os horários de funcionamento das balsas antes de iniciar o deslocamento. Enquanto a inspeção avança, novas atualizações podem ser divulgadas a qualquer momento.













