A repercussão da crise envolvendo instituições financeiras começou a ganhar força no Tocantins e já provoca reações dentro do próprio governo. Nesta quinta-feira (16), o vice-governador Laurez Moreira afirmou que a situação “vai escalar” no estado e fez críticas diretas ao contrato firmado com o BRB para gestão da folha de pagamento dos servidores.
A declaração ocorre no mesmo dia em que uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de um ex-presidente do banco, aumentando a pressão sobre a instituição e seus vínculos com administrações públicas.
Segundo Laurez, o cenário acende um alerta, principalmente porque o governo estadual decidiu substituir o Banco do Brasil pelo BRB na administração da folha — um contrato que envolve pagamentos mensais e outros serviços financeiros ligados ao funcionalismo.
O vice-governador classificou a mudança como controversa, destacando que o acordo foi firmado sem licitação e em um momento em que o BRB ainda tinha presença limitada no Tocantins, com atuação restrita.
Outro ponto levantado diz respeito à forma como o banco passou a operar passivos relacionados a progressões funcionais não pagas. De acordo com ele, servidores têm demonstrado insatisfação com o modelo adotado, apontando semelhanças com operações de crédito consignado.
A principal preocupação, segundo relatos, é que a responsabilidade pelos pagamentos recaia diretamente sobre os servidores, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a transparência do contrato.
Diante disso, Laurez defendeu que a relação entre o governo estadual e o BRB seja esclarecida de forma detalhada. Para ele, é fundamental que os termos do acordo e seus impactos sejam apresentados de maneira clara à população.
Com o avanço das investigações e o aumento da pressão política, o caso deve ganhar novos desdobramentos e intensificar o debate no cenário estadual nos próximos dias.













