As máquinas já estão em ação para remover os destroços da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Porto Nacional (TO), que foi implodida no último domingo (2). A estrutura, construída há mais de seis décadas, deu lugar a um novo projeto, e a etapa atual é crucial para viabilizar a construção da nova ponte no mesmo local. Ao todo, serão retiradas 7,5 mil toneladas de concreto, asfalto e material metálico.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a previsão é de que a nova ponte seja concluída ainda este ano. Para isso, a limpeza do local está sendo realizada com uma técnica de fragmentação mecanizada, que vai quebrar os escombros restantes, incluindo o pilar que permaneceu de pé após a implosão. Segundo Fábio Pessoa da Silva, diretor de infraestrutura rodoviária do DNIT, a prioridade é liberar os pontos onde as novas fundações serão instaladas.
“O serviço de limpeza será priorizado exatamente nos pontos onde vão ser executadas as novas fundações. Assim que boa parte do concreto for retirada, as obras poderão começar imediatamente. Apesar de possíveis desafios em projetos dessa magnitude, acreditamos que a execução é viável para a entrega ainda este ano”, afirmou Fábio.
A implosão da ponte, realizada em cerca de 15 segundos, foi considerada um sucesso. O processo utilizou aproximadamente 250 kg de explosivos, disparados em sequência com intervalos de milésimos de segundos, minimizando o impacto na região. Manoel Jorge Diniz Dias, engenheiro de minas responsável pela operação, destacou a eficiência da ação.
“A avaliação é muito positiva. Garantimos baixíssimas vibrações para as estruturas próximas, como a barragem, a ferrovia e as casas. A operação foi planejada para evitar qualquer sobreposição de explosões que pudesse causar danos maiores”, explicou o engenheiro.
Com a conclusão da limpeza e início das obras, a nova estrutura promete trazer segurança e modernidade para quem transita pela região, além de ser uma conquista importante para o desenvolvimento logístico do estado. O projeto segue como prioridade para o DNIT, reafirmando o compromisso de entrega dentro do prazo estipulado.












