Uma operação de combate à criminalidade, deflagrada nesta sexta-feira, 4 de abril, por policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) de Araguaína, resultou na desarticulação de um laboratório clandestino especializado na adulteração de módulos eletrônicos de caminhões. A ação, denominada Operação Scanner, também culminou na apreensão de diversos equipamentos furtados em várias cidades do Tocantins.
Sob o comando do delegado-chefe da DRR, Fellipe Crivelaro, a operação teve como objetivo o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa. “Trata-se de uma organização criminosa voltada para a prática de furtos de módulos de caminhão e posterior revenda no mercado paralelo mediante reset de fábrica. Cada módulo custa, em média, R$ 17 mil”, afirmou o delegado.
As investigações da Polícia Civil revelaram que os furtos ocorreram em municípios como Colinas do Tocantins, Pedro Afonso, Araguaína, Wanderlândia, Darcinópolis, Campos Lindos e Luzinópolis, entre outros. O esquema consistia na subtração dos módulos eletrônicos dos veículos, seguidos de adulteração e comercialização ilegal dos equipamentos.
Durante as diligências, os agentes localizaram e apreenderam diversos módulos de caminhão, computadores e acessórios utilizados no processo de adulteração dos equipamentos. Duas pessoas foram conduzidas até a sede da Unidade Especializada, onde prestaram depoimento e, em seguida, foram liberadas.
Segundo o delegado Crivelaro, as investigações continuam, pois há indícios de envolvimento de outras pessoas no esquema criminoso. “Não resta a menor dúvida de que se trata de uma organização criminosa estruturada e especializada na subtração desses módulos de caminhões, que têm um custo elevado. Assim, depois que são furtados, esses equipamentos são manipulados, adulterados e revendidos no mercado paralelo, gerando grandes lucros para os autores”, destacou.
A Operação Scanner representa mais um passo da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado e na repressão qualificada a furtos patrimoniais de grande valor.












