A crise provocada pela interdição da ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-230, levou a Prefeitura de Araguatins a ingressar com uma ação na Justiça Federal contra a União e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A estrutura conecta o município tocantinense à cidade de Palestina do Pará e é considerada uma das principais rotas de circulação e abastecimento da região.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a gestão municipal afirmou que a situação representa um cenário de abandono administrativo e cobrou medidas imediatas para restabelecer a travessia. Segundo a prefeitura, a ponte está interditada desde o último dia 17 de abril, causando impactos severos na economia local e no transporte regional.
De acordo com o município, cerca de 1.200 caminhões deixam de circular diariamente pela rota, comprometendo o abastecimento, o escoamento da produção e a mobilidade entre Tocantins e Pará. A prefeitura também criticou as alternativas sugeridas pelo DNIT, classificando os desvios como inviáveis devido ao aumento expressivo da distância e dos custos operacionais.
Um dos trajetos apontados como alternativa passa por Xambioá e acrescenta aproximadamente 360 quilômetros ao percurso original. Segundo a gestão municipal, o impacto financeiro pode chegar a R$ 1.700 extras por viagem. Já a rota por Esperantina também enfrenta críticas por possuir trechos sem pavimentação e ampliar significativamente o tempo de deslocamento.
A prefeitura ainda destacou a diferença de tratamento em relação a outro episódio recente envolvendo infraestrutura na região. Após o desabamento da ponte entre Estreito e Aguiarnópolis, em 2024, o governo federal mobilizou uma grande força-tarefa e concluiu uma nova estrutura em cerca de um ano. Já no caso de Araguatins, segundo o município, não existe até o momento um cronograma oficial para recuperação da ponte interditada.
Em nota, o prefeito afirmou que a administração não defende a reabertura da estrutura sem garantias técnicas de segurança, mas cobra uma solução emergencial para minimizar os prejuízos à população. Entre as medidas solicitadas está a autorização imediata para funcionamento de balsas que já estariam posicionadas no local aguardando apenas liberação oficial.
A interdição da ponte vem aumentando a preocupação entre moradores, caminhoneiros, comerciantes e produtores rurais, principalmente por se tratar de uma região fortemente dependente do transporte rodoviário para abastecimento e circulação de mercadorias.
Na ação judicial, a prefeitura pede urgência nas providências e reforça que o direito de locomoção da população e a manutenção da atividade econômica da região estão sendo diretamente afetados pela paralisação da travessia.













