O estado do Tocantins encerrou 2025 com a menor taxa anual de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O índice de desocupação ficou em 4,7%, colocando o estado como o de melhor desempenho da Região Norte e abaixo da média nacional, que foi de 5,6% no mesmo período.
O resultado é atribuído à combinação de crescimento econômico, expansão de setores produtivos e políticas públicas voltadas à atração de investimentos, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios. Entre as 20 unidades da federação que também registraram seus menores índices históricos, o Tocantins aparece na 9ª posição no ranking nacional.
Na comparação regional, o desempenho tocantinense se destaca. Estados vizinhos apresentaram taxas mais elevadas de desemprego, como Amazonas (8,4%), Amapá (7,9%) e Pará (6,8%), consolidando o Tocantins como referência na geração de oportunidades de trabalho no Norte do país.
Segundo o governador Wanderlei Barbosa, o resultado é fruto de ações integradas que buscam interiorizar o desenvolvimento econômico e ampliar a inclusão produtiva. Ele destaca que a estratégia do governo tem priorizado o fortalecimento das cadeias produtivas e a criação de condições favoráveis para novos negócios, com impacto direto na renda e na qualidade de vida da população.
O secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Milton Neris, aponta que programas estruturantes — como o de impulsionamento dos setores produtivos — aliados à chegada de novos empreendimentos e à ampliação da infraestrutura, vêm dinamizando a economia e abrindo vagas em diversas regiões do estado.
Expansão econômica e investimentos
A queda do desemprego está diretamente ligada ao avanço de áreas estratégicas da economia tocantinense, especialmente o agronegócio, a indústria e o setor de serviços. A atração de capital privado, a execução de projetos estruturantes e a diversificação das atividades econômicas também contribuíram para ampliar a oferta de postos de trabalho formais.
Especialistas avaliam que a expansão da infraestrutura produtiva e o fortalecimento das cadeias regionais têm permitido maior competitividade ao estado, estimulando tanto a produção quanto o consumo interno.
Qualificação e intermediação de mão de obra
Além das ações voltadas ao crescimento econômico, programas de trabalho e assistência social tiveram papel decisivo na melhora dos indicadores. Em 2025, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) realizou 68.520 atendimentos para intermediação de mão de obra e disponibilizou 7.556 vagas formais.
No período, foram feitos 17.196 encaminhamentos para processos seletivos, resultando na inserção efetiva de 1.844 trabalhadores no mercado formal. Paralelamente, o governo estadual promoveu 133 atividades de qualificação, beneficiando 4.236 pessoas com cursos, oficinas e palestras em diversos municípios.
A secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Cleizenir dos Santos, afirma que os números demonstram o alcance das políticas de inclusão produtiva, especialmente entre populações mais vulneráveis. Segundo ela, a ampliação da qualificação profissional e o fortalecimento da rede Sine têm sido fundamentais para conectar trabalhadores às oportunidades disponíveis.
Com indicadores históricos e desempenho acima da média nacional, o Tocantins consolida um cenário de mercado de trabalho aquecido e de expansão econômica, sinalizando perspectivas positivas para os próximos anos.













