O Ministério da Saúde divulgou um alerta de febre amarela no início de fevereiro de 2025 para os estados de Tocantins, São Paulo, Minas Gerais e Roraima. A medida, que inclui uma nota técnica enviada às secretarias estaduais de saúde, orienta a intensificação das ações de vigilância e imunização em áreas de risco.
O alerta surge em meio à confirmação de casos da doença em primatas e humanos nos últimos anos. Em Tocantins, dois casos estão sob investigação em Arraias, no sudeste do estado, sendo um em humano e outro em macaco. No ano passado, a doença foi detectada em dois macacos na zona rural de Palmas, e em 2022, um turista morreu após contrair febre amarela durante uma viagem de pesca esportiva no Lago Peixe/Angical. Ele não estava vacinado.
Situação nos estados afetados
Em São Paulo, de julho de 2024 até agora, 26 macacos foram infectados e quatro mortes humanas foram registradas em três cidades diferentes. Nenhuma das vítimas havia sido vacinada. Em Minas Gerais, sete primatas foram diagnosticados com a doença no ano passado, enquanto neste ano já houve um caso confirmado em primatas e dois em humanos, com uma morte registrada.
Já em Roraima, apesar de não haver casos em 2025, um macaco foi infectado no município de Alto Alegre no ano passado, e dois moradores de uma comunidade indígena na Guiana também contraíram o vírus.
Vacinação é a principal forma de prevenção
Com o Carnaval e outros feriados nacionais se aproximando, o Ministério da Saúde reforça a importância de se vacinar com pelo menos dez dias de antecedência para quem planeja viajar para áreas rurais ou regiões com registros da doença.
* Crianças menores de 5 anos: devem receber duas doses da vacina, a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos. Em áreas de risco, uma dose zero pode ser aplicada entre 6 e 8 meses.
* População geral (até 59 anos): a vacina é oferecida em dose única, válida por toda a vida.
* Pessoas acima de 60 anos: precisam de avaliação médica antes da vacinação.
* Quem recebeu a dose fracionada em 2018 deve buscar uma unidade de saúde para revacinação.
Proteção e sintomas
Além da vacina, medidas como uso de roupas que cubram o corpo, aplicação de repelentes e adoção de calçados fechados ajudam a evitar picadas dos mosquitos silvestres, que têm hábitos diurnos.
Caso sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas ou vômitos apareçam, é fundamental buscar atendimento médico imediato e informar sobre a exposição a áreas de risco.
Importância dos macacos na vigilância epidemiológica
Os macacos não transmitem a febre amarela, mas são sentinelas importantes que indicam a presença do vírus em determinada região. A transmissão ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados que vivem em áreas de mata, e o vírus não circula em ambientes urbanos.
A combinação de vacinação, medidas preventivas e atenção aos sintomas pode evitar complicações e conter a disseminação da febre amarela, uma doença que, embora grave, é completamente evitável.












