A vereadora Maria Rúbia (UB) tornou pública, nesta segunda-feira (24), uma série de denúncias envolvendo a gestão municipal de Praia Norte. Em vídeo nas redes sociais, a parlamentar afirmou que aproximadamente 50 professores teriam sido transferidos compulsoriamente para outras escolas por, supostamente, não terem apoiado a prefeita Bruna Gabrielle (PSD) nas últimas eleições.
Segundo Maria Rúbia, os relatos recebidos por ela configuram um cenário de “injustiça que está destruindo vidas”. A vereadora declarou que os educadores estariam sendo usados como alvo de retaliação política, o que classificou como uma prática “imoral e incompatível com a gestão pública”.
Educadores enfrentam atrasos de salários e 13º em atraso
A parlamentar também denunciou a situação financeira vivida pelos profissionais da rede municipal. De acordo com ela, a Prefeitura tem atrasado salários por até 60 dias, além de ainda não ter pago o 13º salário referente a 2023 e 2024.
Maria Rúbia relatou que muitos professores já não têm condições de custear o próprio deslocamento até as escolas. Ela afirma que vários servidores chegaram ao limite emocional e precisaram se afastar do trabalho.
“É humilhante. Tem professor que não consegue nem colocar gasolina para ir dar aula. Outros entraram em colapso emocional. Isso não é gestão, é tortura psicológica”, declarou.
A vereadora reforçou que educação não pode ser usada como instrumento de punição:
“Professor não é inimigo político. Transferência não é arma de retaliação. E humilhação jamais pode virar política pública.”
Problema já havia sido apontado por sindicato e pelo MP
As queixas sobre a situação da educação em Praia Norte não são inéditas. Em março, o Sintet já havia denunciado remoções consideradas irregulares, o atraso no 13º salário de 2024 e o não cumprimento do piso salarial nacional.
Neste mês, a prefeitura também recebeu uma recomendação do Ministério Público, cobrando providências imediatas para solucionar as pendências com o funcionalismo.
A gestão municipal não se manifestou
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Praia Norte se pronuncie sobre as denúncias.













