O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contratou a empresa Amazônia Navegações LTDA para operar o serviço de travessia de veículos e pedestres entre as cidades de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão. A medida se tornou necessária após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, ocorrido em dezembro de 2024.
O contrato, assinado na última sexta-feira (7), tem valor de R$ 39.959.771,81 e prevê a operação gratuita das balsas por um período de um ano, garantindo o deslocamento seguro da população até a construção da nova ponte. Conforme o DNIT, os serviços começarão com a travessia de pedestres e veículos leves em até 15 dias após a assinatura do contrato.
Estrutura da operação
Para garantir a travessia na região, a empresa deverá disponibilizar um conjunto de embarcações composto por:
3 balsas e 4 reboques para o transporte de caminhões de carga;
2 balsas e 2 rebocadores para veículos menores e passageiros.
As embarcações operarão diariamente, assegurando que moradores e transportadores consigam cruzar o rio Tocantins sem custos adicionais. O contrato permanecerá vigente até o dia 22 de dezembro de 2025, data que marca um ano do colapso da ponte e também o prazo estipulado para a entrega da nova estrutura.
Relembre o desabamento da ponte
A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou no dia 22 de dezembro de 2024, às 14h50. No momento do colapso, 18 pessoas foram vítimas do acidente:
14 morreram;
1 homem, de 36 anos, foi resgatado com vida;
3 pessoas continuam desaparecidas.
De acordo com o DNIT, a estrutura cedeu devido ao colapso do vão central da ponte. As investigações sobre as causas do acidente ainda estão em andamento, tanto pelo departamento quanto pela Polícia Federal, que apura eventuais responsabilidades pelo desabamento.
Com a queda da ponte, diversos veículos despencaram no rio Tocantins, entre eles:
3 motocicletas;
1 carro;
2 caminhonetes;
4 caminhões (sendo que dois transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas).
Para evitar novos riscos e permitir a futura reconstrução, os trechos restantes da ponte foram implodidos no dia 2 de fevereiro de 2025. Enquanto a nova estrutura não é concluída, a travessia por balsas será a principal alternativa para os moradores da região.












