A operação de implosão da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), será realizada neste domingo, 2 de fevereiro, às 14h. Após o desabamento trágico da ponte, que vitimou 14 pessoas e deixou outras 3 desaparecidas, a demolição da estrutura remanescente é uma medida necessária para garantir a segurança da população e permitir a reconstrução da via.
A técnica escolhida para a demolição é a de fogo controlado, que utiliza calor intenso e explosivos posicionados estrategicamente nas partes ainda intactas da ponte. A operação exigirá a evacuação das residências situadas dentro de um perímetro de segurança de 2.148 metros em Estreito e 2.136 metros em Aguiarnópolis. Técnicos da Defesa Civil já realizaram vistoria nas casas da área de risco, e os moradores foram informados sobre a necessidade de deixar os locais até uma hora antes da implosão, às 13h.
Evacuação e Suspensão de Trânsito Com a evacuação obrigatória, os moradores das regiões afetadas terão apoio das autoridades locais. A Prefeitura de Aguiarnópolis organizou um espaço seguro, um ginásio de esportes, para abrigar os evacuados. A travessia de barcos no Rio Tocantins também será suspensa durante a operação. No entanto, os moradores poderão retornar às suas casas 30 minutos após a implosão.
O tenente Antônio Marcos Sousa, do Corpo de Bombeiros do Tocantins, assegura que a área será rigorosamente monitorada até o dia da demolição, com o isolamento total da zona de risco, a fim de evitar qualquer incidente. Ele reforçou a importância da colaboração entre os órgãos de segurança e a empresa responsável pela implosão, destacando que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança da população.
Colapso da Ponte e Consequências
A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que fazia a ligação entre os estados do Tocantins e Maranhão, desabou no dia 22 de dezembro de 2024, após o vão central ceder. Na ocasião, 18 pessoas estavam a bordo de 10 veículos, incluindo carros, motos, caminhonetes e carretas. Além dos 14 mortos e três desaparecidos, uma vítima sobreviveu ao acidente. A causa exata do colapso ainda está sendo investigada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Com a interdição da ponte, motoristas foram obrigados a utilizar rotas alternativas, que aumentam o trajeto em cerca de 200 quilômetros. A medida impacta diretamente o fluxo de veículos na região, especialmente para os motoristas que transitam pelo posto fiscal de Aguiarnópolis, que registra grande movimentação nesta época do ano.
Preparação para a Implosão O DNIT, em conjunto com a Defesa Civil, a Polícia Rodoviária Federal, a Marinha do Brasil e outras entidades, está tomando todas as precauções necessárias para garantir a segurança de todos os envolvidos. A preparação inclui a remoção do concreto da ponte para evitar impactos ao Rio Tocantins, além do controle do tráfego em toda a área do perímetro de segurança.
Nota do DNIT O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou que, além da evacuação, haverá a suspensão do tráfego de veículos e embarcações no entorno da ponte. As prefeituras de Aguiarnópolis e Estreito também têm se comunicado com a população sobre as restrições e a necessidade de evacuação.
Essa operação de implosão é a última fase de uma série de medidas que visam garantir a segurança e a recuperação da infraestrutura, de modo que a região possa voltar a contar com uma ponte segura e vital para o tráfego entre os dois estados.












