Uma noite marcada por dor e comoção abalou o município de Cachoeirinha, no Bico do Papagaio, após uma sequência de acidentes no mesmo trecho da rodovia Transamazônica (BR-230) resultar em três mortes neste domingo (18). As ocorrências, registradas em curto intervalo de tempo, mobilizaram equipes de segurança e chocaram moradores da região.
O primeiro acidente envolveu um caminhão e uma motocicleta que trafegavam em sentidos opostos. O motociclista, Walison Lopes Reis, de 29 anos, sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local, conforme informações da Polícia Militar. A colisão interrompeu o fluxo da rodovia e atraiu a atenção de pessoas que passavam pelo trecho.
Na tentativa de ajudar, um grupo de populares parou para prestar socorro à vítima. Foi nesse momento que um segundo episódio fatal ocorreu. Um carro que seguia no sentido de Cachoeirinha atingiu os socorristas, provocando a morte de Silas Pereira dos Santos, de 36 anos, e José Edivan Cruz de Andrade, de 41 anos. Um jovem de 25 anos também foi atropelado, sofreu fratura na perna e precisou ser encaminhado ao Hospital de Augustinópolis. O motorista do veículo fugiu sem prestar assistência.
As vítimas fatais foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Tocantinópolis, enquanto os exames de necropsia foram realizados no IML de Araguaína. Segundo a Polícia Militar, Walison e Silas eram moradores de Cachoeirinha, e José Edivan residia em Augustinópolis.
O trecho da BR-230 foi isolado para o trabalho da Perícia Técnica, que busca esclarecer a dinâmica dos dois acidentes. Testemunhas relataram que o caminhão envolvido no primeiro impacto seguia no sentido Cachoeirinha, enquanto a motocicleta trafegava na direção oposta.
A tragédia provocou forte repercussão na região. A Prefeitura de Cachoeirinha divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e desejando recuperação ao ferido. Enquanto isso, a Polícia Militar informou que as buscas pelo motorista que fugiu continuam.
O caso reacende o alerta sobre os riscos em rodovias de tráfego intenso, especialmente em situações de paradas improvisadas para socorro, e reforça a cobrança por medidas que garantam mais segurança aos motoristas e pedestres que transitam pela Transamazônica.













